Começo a pensar que estou começando a amar o anonimato, onde ninguém precisa saber nada sobre mim que eu não queira contar. Talvez seja o único mundo onde pode ter sua própria vida em suas mãos, e aonde as pessoas não procurem ou esperem as suas atitudes.
Talvez solitária, traumatizada, independente achar como me classificar é só a parte semântica, o maior problema é como você realmente é. A cada lugar que se é alguém diferente você aprende a pensar diferente a agir diferente e a ser visto de uma forma diferente, ser um novo alguém... O problema é saber onde acaba o passado, e aonde começa o presente, o que você era para as outras pessoas e o que você é pra você.
Se a preocupação é em ser você mesmo, ou em ser julgado pelos outros. É manter expectativas que você mesmo criou, é não se sentir sozinho. Mas se você precisa se mostrar alguém pra ser aceito não seria mais fácil se dedicar a si mesmo e esquecer a toda a hipocrisia pela qual você tem que passar, a todo controle que os outros tem sobre o que você faz, ou fala?
É aonde você para e começar a simplesmente ser você, onde as amizades se tornam verdadeiras e por mais que os seus próprios amigos te julguem, você não se importa mais... porque por um instante você é você. É quando você fica vulnerável, é aonde você mais se magoa, mas quando você vai embora você percebe que talvez e só talvez não valeu a pena voltar anonimato. Deixar as decepções tomarem conta de você. Porque talvez você goste de ser você e talvez as pessoas possam gostar de você... Mas quem se importa quando se esta de volta ao anonimato?
domingo, 24 de agosto de 2008
Talvez o mundo perfeito é aquele em que você não precisa ser você!
Postado por Yellow Sheep às 00:15
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